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Fatores de Diferenciação da Metodologia de Criação de Valor ou V E C

Os indicadores tradicionais de análise financeira de empresas como o EBITDA (Earnings Before Interest Taxes Depreciation and Amortization) ou LAJIDA (Lucro antes de Juros, Imposto de Renda, Depreciação e Amortização), Lucro por Ação, o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (RSPL) e o Retorno sobre Ativos ou Investimentos (RSA ou ROI) apresentam comprovadas deficiências e imprecisões.

O uso destes indicadores pode levar a uma avaliação equivocada do resultado efetivo sob a ótica do incremento da geração de riqueza dos sócios ou acionistas. Um bom exemplo para essa citação é o uso do EBITDA para fins gerenciais. O indicador EBITDA é muito utilizado pelas instituições financeiras ao emprestar dinheiro às empresas, devido à necessidade de analisar o risco assumido ao estimar e definir a futura capacidade da empresa em gerar fluxo bruto de caixa para honrar as dívidas assumidas dentro do prazo estabelecido. Outra alternativa muito observada é usar múltiplos do EBITDA para comparar empresas e/ou servir de balizador de estimativa de precificação.

Entretanto, na visão da gestão da empresa, sua facilidade de entendimento e de cálculo pode levar a decisões enganosas e suas desvantagens estruturais precisam ser levadas em consideração como:

  • o EBITDA ignora o valor e o respectivo custo do capital que foi empregado pelos investidores e proprietários para possibilitar a obtenção desse lucro;

  • não considera os encargos do I. R. que podem representar desembolso mensal;

  • não leva em consideração o consumo dos ativos utilizados na operação ou a sua própria deterioração, ou seja, supõe que a empresa terá condições de gerar caixa bruto e para tanto não necessitará repor os ativos e reinvestir em novas máquinas e tecnologia;

  • não é um indicador apropriado para incentivos e remuneração variável para os dirigentes e gestores, porque não considera o capital empregado e seu custo. Acaba distribuindo lucro sem geração de valor ao acionista.

    Os indicadores tradicionais também não permitem constatar se o desempenho dos executivos e gestores realmente cria valor ao sócio ou acionista, porque todo o foco está no lucro e/ou lucro líquido e não no lucro econômico gerado. É importante destacar que somente a aplicação e a mensuração através da metodologia do lucro econômico é que vai indicar se realmente houve criação de valor ou não.

    Diferentemente, o foco na obtenção do valor econômico criado - V E C traz para a empresa a clara identificação, direcionamento e esclarece quando realmente há criação ou destruição de riqueza. Indica, através de análise completa e fidedigna, os caminhos e estratégias a serem seguidos.
    A metodologia V E C traduz o uso das demonstrações financeiras de forma estruturada e integrada com todos os gestores, possibilitando através de uma linguagem acessível o acompanhamento e análise periódica dos resultados alcançados, comparando-os com os planejados.

    Responde, assim, a uma possível questão:

      A empresa que estou dirigindo está criando valor aos acionistas/sócios?
      Estou continuamente melhorando os resultados econômicos?
      O crescimento é sustentável e é efetivo economicamente?
      É importante destacar: "A empresa só justifica a sua existência ao criar riqueza ao acionista e colaboradores. E o seu sucesso será aparente e percebido pelo mercado se mensurado apropriadamente, ou seja, a gestão da empresa deverá demonstrar que é capaz de gerar valor econômico".



    Diferenciação: Principais Fatores

    Para uma melhor compreensão da Metodologia V E C - Valor Econômico Criado ou Criação de Valor, apresentamos abaixo os principais fatores que diferenciam o V E C dos indicadores tradicionais de análise:

  • O VEC* estabelece disciplina financeira em todas as áreas da empresa devido à uniformidade conceitual e conscientização na tomada de decisões que geram valor;

  • Identifica claramente se houve criação de valor a cada período na empresa assim como os possíveis potenciais de melhorias;

  • Permite juntar a maioria dos indicadores utilizados pelos gestores em torno do mesmo objetivo, ou seja, sensibilizar a gestão da empresa quanto à necessidade vital de direcionar os negócios para os vetores que possibilitem ampliar a obtenção do VEC*, bem como se manter competitiva e crescer continuamente;

  • Considera, no Resultado Operacional, a dedução do Custo de Capital empregado no negócio como um encargo financeiro, que converte para um Resultado Operacional Efetivo e não somente valor contábil e de efeito fiscal;

  • Estabelece e transforma a Política de Remuneração Variável com planos de incentivo aos gestores, baseados em metas de criação de valor a serem atingidas;
  • Corrige a aparente rentabilidade retratada pela contabilidade tradicional devido à incorporação no resultado gerencial do custo do capital próprio, respondendo, portanto, se a empresa ou UNEs realmente geraram valor - V E C ;

  • Promove a melhoria da Eficácia Gerencial e possibilita remuneração variável com planos de incentivo aos gestores, motivando o desempenho profissional ao aumento e crescimento das metas de criação de valor - V E C;

  • Transforma e simplifica a comunicação interna, reeducando os gestores no sentido de promover uma completa interação das informações gerenciais e focando-as na geração de valor;

  • Fortalece a visão de participação naqueles resultados que criam valor, fazendo com que o gestor se sinta e passe a agir como se fosse proprietário da empresa. Cria as bases para a participação não limitada nos resultados que criam valor, uma vez alcançadas as metas estabelecidas.
     

  • Artigos e Entrevistas

    Criação de Valor - O uso da metodologia com foco EVA/VEC

    Jornal Valor Econômico - Metade das empresas de índice de governança não tem caixa para dívida de curto prazo

    Novo conceito de lucro em substituição ao "velho" EBITDA. Criação de Valor deve ser meta mínima, diz instituto. - Jornal Valor Econômico - 02/2017

    Confortavelmente acomodados no engano - O EBITDA versus o Fluxo Caixa Operacional - Revista IBEF - 05/2012


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