Capital de Giro não é só liquidez – Linkedin

Você sabe quanto do Capital de Giro da empresa está preso na operação? E quem está financiando esse capital: os acionistas, os bancos, os fornecedores ou os próprios clientes?
Falar de Capital de Giro é muito fácil. Mostrar como ele é formado e quanto capital está efetivamente comprometido com a operação, requer uma análise criteriosa.

Quando usamos a análise do Capital de Giro Operacional Líquido (CGOL) sobre o Capital Investido, medida pelo Método VEC®, encontramos variações relevantes a depender do setor:
▪️40% construção;
▪️38% agronegócio;
▪️32% produtos industriais;
▪️12% indústria pesada;
▪️9% serviços.

Essa diferença não é apenas característica das operações. Ela explica quanto capital cada setor exige, como ele precisa ser financiado e qual o impacto potencial sobre o ROIC da empresa.
Esses dados são da pesquisa dos releases de resultados das 188 empresas do Índice IGC-B3 em 2025 conforme a ilustração abaixo.

Na maioria dos casos, a discussão ficou concentrada em clientes, estoques e fornecedores, sem uma visão integrada sobre os ativos e passivos operacionais.

O problema da análise tradicional de Capital de Giro, é que o cálculo é a subtração entre Ativos e Passivos Circulantes. Dessa forma, misturam-se conceitos distintos:
▪️Operação;
▪️Liquidez;
▪️Financiamento.

Quando separamos essas dimensões usando o conceito do CGOL, muda-se a leitura do Capital de Giro, porque quando separadas essas informações mostram quanto capital está efetivamente aplicado na operação. Isso é o principal diferencial do CGOL. Ao isolar os ativos e passivos diretamente relacionados à operação, torna-se possível:

▪️Identificar necessidade de capital de giro para sustentar o negócio;
▪️Avaliar quanto desse capital é financiado naturalmente por fornecedores e outros passivos operacionais;
▪️Distinguir a necessidade das decisões de liquidez e endividamento;
▪️Avaliar não apenas a capacidade de pagamento de curto prazo, mas também a eficiência na utilização do capital.

Quanto menor a necessidade de CGOL para sustentar determinado nível de atividade, menor tende a ser o Capital Investido e, mantidas as demais condições, maior o potencial de ROIC.

Quando se usa a análise tradicional, que não considera a necessária separação entre operação, liquidez e financiamento, pode-se:
▪️Superestimar a necessidade de recursos do negócio;
▪️Não identificar o excesso de financiamento bancário ou de caixa;
▪️Captar recursos e pagar mais juros enquanto parte desse dinheiro permanece aplicada,
mas sem que exista necessidade operacional para bancar a operação;
▪️Manter capital ocioso, reduzindo o giro do Capital Investido e o ROIC.

O Capital de Giro representa eficiência da gestão na alocação e no financiamento do Capital Investido. Ele não é apenas uma questão de liquidez.

Quer entender melhor a necessidade de Capital de Giro da sua empresa e como atuar sobre ela, conheça a análise completa do Método VEC®.

Postando originalmente em: https://lnkd.in/p/d4HDnGX9